Archive for the 'Cultura' Category

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Dica 8: Teologia gringa é melhor (Parte 2)

Rob Bell Começamos esta série falando da velha guarda da teologia pop dos nossos irmãos norteamericanos. Tivemos o prazer de conhecer as estratégias o estilo dos consagradíssimos nomes de Joyce Meyer, Max Lucado e Benny Hinn. Mas como o Cristianismo Xique não poupa exclui ninguém – independente da raça, denominação, ou idade – falaremos hoje sobre alguns nomes mais novos que apareceram para bagunçar complementar a nossa tão lacunosa teologia latina.

  • Rob Bell: criador de uma série de curta metragens estrelados, escritos, dirigidos e vendidos por ele mesmo  chamado Nooma. O pastor além de se aventurar no terreno dos vídeos – pirateados a torto e a direito aqui no Brasil – resolveu escrever alguns livros. Podemos definir a literatura do criativo pastor como sendo do gênero WTF. Bell passeia num estilo que chove no molhado, mas que ainda assim vende como água. Ao ler uma de suas obras primas o leitor é incomodado por dois sentimentos: um deles é o “que ele quer dizer com isto?” e o outro é “desembucha logo, Rob Bell!”. O seu título mais conhecido é o Velvet Elvis, criteriosamente traduzido pela Editora Vida no Brasil como Repintando a Igreja. Com sua ilimitada criatividade este pastor resolveu também se aventurar pelo terreno do aconselhamento com seu livro de 2009: Drop Like Stars, com conselhos mais práticos (ou não) para os problemas do dia a dia.
  • Mark Driscoll: Com alguns quilos de sabedoria, jeans desbotado, bronzeamento artificial, algumas tatuagens e um modelito apertado o pastor vem conquistando o coração das moças e moços da nossa nação. Driscoll, apesar de acompanhar as últimas tendências da moda, identidade visual e decoração de igreja, não arreda um pé quando o assunto é teologia fundamentalista. Amigão de John Piper, o rapaz chega botando pra quebrar. Usa antigos métodos que vão desde criticar os companheiros que resolvem “inovar” com novas simbioses teológicas até severas críticas à títulos demoníacos da indústria de Hollywood, caso do filme Avatar, abominado pelo modernoso líder da Mars Hill. O título mais conhecido desse pastor é o livro de título intimidador Doctrine: What Christian Should Believe. Para acompanhar as novidades de Driscoll, os seus fãs admiradores podem dar uma olhada no canal dele no YouTube.

Amigos, estamos agora atualizados com tudo aquilo que os grandes astros inventaram de melhor na teologia contemporânea! E o melhor: você não precisa ler nenhum livro deles: só vá ao YouTube ou a algum blog que você já vai ter uma ideia panorâmica daquilo que estas grandes personalidades estão pregando por aí. Lembrem-se: é importante saber o mínimo para que você tenha o que conversar no culto de domingo à noite – evento máximo da cristandade moderna.

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Dica 6: Teologia gringa é melhor (Parte 1)

Joyce Meyer - Eat Cookies Buy Shoes Uma das marcas de um bom cristão está no conteúdo cultural que ele consome. Você nunca deve achar um filme bom, se neste filme não houver alguma metáfora implícita da crucificação. Às vezes, é suficiente que este filme tenha na trilha sonora algum nome famoso da CCM. Vale Michael W Smith, Amy Grant ou, entre os mais modernos, Switchfoot.

Mas não se engane, o que há de melhor da indústria cultural, o mais refinado da irmandade, está na teologia dos gringos, e não é qualquer gringo: tem que ser americano. A nação estadunidense produz hoje a nata do conhecimento teológico que tanto beneficia a nossa latina nação. E para não errar nos comentários pontuais da escola dominical, aqui vai uma listinha de todos os nomes que você precisa saber pra fazer bonito nas suas colocações:

  • Max Lucado: o mais amado dos escritores cristãos americanos. Foi um grande promotor da guerra americana ao “terror” e apoiador do piedoso presidente George W. Bush nas sensatas decisões do estadista. A literatura deste ícone habita uma fronteira entre a autoajuda e a literatura cristã, sendo que a primeira ideologia predomina. Em seus livros, Lucado explora as metáforas de modo singular: um pedaço de madeira pode representar a vida eterna e um pézinho de coentro a multiforme graça.
  • Benny Hinn (exceção não-americana): pouco se sabe sobre a literatura desse Elias contemporâneo. Contudo, Bom dia Espírito Santo, obra prima, é um livro que será citado nas rodinhas de reuniões caseiras, então é bom tê-lo na ponta da língua. Além de ser muito popular, este título pode ser comprado em qualquer lugar, inclusive nos catálogos da sua revendedora Avon. Este pastor (ou entidade inrotulável) não se limita à atividades literárias, mas exploraremos suas habilidades sobrenaturais em outros comentários desse espaço futuramente.
  • Joyce Mayer: diva da teologia gringa com tudo o que lhe é particular hiperbolizado com bom gosto e brio. Meyer é hoje uma das entidades cristãs mais prolixas: os numerosos lançamentos de livro dessa senhora supera até mesmo a quantidade de posts que aparecem no Pavablog diariamente. De dona de casa frustrada e de pouca beleza, Joyce Meyer tornou-se uma espécie de Paulo Coelho gospel que habita as prateleiras das livrarias cristãs de modo onipresente. Sorte nossa, né? E aguardem: o novo livro dela já está a caminho de nossas santas livrarias da Conde de Sarzedas: Eat the cookie, buy the shoes (Coma o biscotinho, compre os sapatos) está no forno para encher nossos olhos da santa teologia Meyerana.

Continuaremos em breve esta série com grandes nomes da teologia norteamericana contemporânea pra deixar você por dentro das novas tendências evangélicas que assolam presenteiam a mente dos pastores brasileiros.

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