Monthly Archive for março, 2010

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Dica 8: Teologia gringa é melhor (Parte 2)

Rob Bell Começamos esta série falando da velha guarda da teologia pop dos nossos irmãos norteamericanos. Tivemos o prazer de conhecer as estratégias o estilo dos consagradíssimos nomes de Joyce Meyer, Max Lucado e Benny Hinn. Mas como o Cristianismo Xique não poupa exclui ninguém – independente da raça, denominação, ou idade – falaremos hoje sobre alguns nomes mais novos que apareceram para bagunçar complementar a nossa tão lacunosa teologia latina.

  • Rob Bell: criador de uma série de curta metragens estrelados, escritos, dirigidos e vendidos por ele mesmo  chamado Nooma. O pastor além de se aventurar no terreno dos vídeos – pirateados a torto e a direito aqui no Brasil – resolveu escrever alguns livros. Podemos definir a literatura do criativo pastor como sendo do gênero WTF. Bell passeia num estilo que chove no molhado, mas que ainda assim vende como água. Ao ler uma de suas obras primas o leitor é incomodado por dois sentimentos: um deles é o “que ele quer dizer com isto?” e o outro é “desembucha logo, Rob Bell!”. O seu título mais conhecido é o Velvet Elvis, criteriosamente traduzido pela Editora Vida no Brasil como Repintando a Igreja. Com sua ilimitada criatividade este pastor resolveu também se aventurar pelo terreno do aconselhamento com seu livro de 2009: Drop Like Stars, com conselhos mais práticos (ou não) para os problemas do dia a dia.
  • Mark Driscoll: Com alguns quilos de sabedoria, jeans desbotado, bronzeamento artificial, algumas tatuagens e um modelito apertado o pastor vem conquistando o coração das moças e moços da nossa nação. Driscoll, apesar de acompanhar as últimas tendências da moda, identidade visual e decoração de igreja, não arreda um pé quando o assunto é teologia fundamentalista. Amigão de John Piper, o rapaz chega botando pra quebrar. Usa antigos métodos que vão desde criticar os companheiros que resolvem “inovar” com novas simbioses teológicas até severas críticas à títulos demoníacos da indústria de Hollywood, caso do filme Avatar, abominado pelo modernoso líder da Mars Hill. O título mais conhecido desse pastor é o livro de título intimidador Doctrine: What Christian Should Believe. Para acompanhar as novidades de Driscoll, os seus fãs admiradores podem dar uma olhada no canal dele no YouTube.

Amigos, estamos agora atualizados com tudo aquilo que os grandes astros inventaram de melhor na teologia contemporânea! E o melhor: você não precisa ler nenhum livro deles: só vá ao YouTube ou a algum blog que você já vai ter uma ideia panorâmica daquilo que estas grandes personalidades estão pregando por aí. Lembrem-se: é importante saber o mínimo para que você tenha o que conversar no culto de domingo à noite – evento máximo da cristandade moderna.

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Dica 7: Dar algum parecer teológico sobre desastres naturais

Terremoto do Chile Uma das grandes virtudes dos cristãos é ter sempre alguma opinião bem elaborada e infinta disposição para compartilhá-la de bom grado com a comunidade. Os comentários abrangem os mais variados tópicos: política, futebol, música, televisão, moda e, o principal deles, teologia.

O conhecimento teológico é algo inato dos cristãos, mas nem sempre esta injustiçada classe encontra a oportunidade para compartilhar este saber que adquirem no momento em que levantam a mão e confessam “eu te aceito como meu salvador”.

Entretando, com o advento da internet, a oportunidade para propagar as sensatas colocações sobre os desastres naturais está a disposição de quase todo cristão e o Cristianismo Xique, como sempre, dá a dica para que você acerte sempre nos seus comentários sobre terremotos, tsunamis e tempestades de verão que assolaram sua querida metrópole.

Se você acredita na interferência divina:

  • Reforce seus comentários por meio de versículos que atestem a soberania divina sobre os fenômenos da natureza
  • Cite passagens do antigo testamento em que Deus fez alguma interferência nas forças da natureza
  • O dilúvio deverá ser relembrado em qualquer um destes comentários
  • Reforce a índole pecaminosa da população da região atingida pela catástrofe
  • Explique que o castigo divino foi proporcional ao pecado daquela nação
  • Finalize dizendo que você ora para que o coração de pedra daquela gente se converta após o merecido castigo

Se você não acredita na interferência divina:

  • Reforce a natureza amorosa de Deus por meio de passagens do Novo Testamento
  • Ignore qualquer relato catastrófico do Antigo Testamento, a não ser que seja para depreciar a natureza briguenta dos judeus, aqueles manipuladores da Bíblia
  • Se for texto em blogue, coloque alguma foto de alguma criança africana – ou loira com lágrima nos olhos e a bochecha suja – chorando no meio de escombros para ilustração
  • Afirme categoricamente que, se Deus tivesse alguma relação com tais eventos da natureza ele não seria bom, portanto não seria amoroso e logo não seria Deus (esse encadeamento de ideias é essencial)
  • Apele sempre para as crianças: pessoas sem pecados dignos de punição

E não se esqueça: sobre este tópico de desastres nunca, nunca, nunca diga “eu não sei”. Com estas dicas você sempre terá um comentário teológico pertinente para as rodinhas de discussão pós culto do sagrado culto dominical.

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